Transtorno ou apenas o que sente?
Com tanta informação circulando, é cada vez mais comum se identificar com sintomas, vídeos e relatos nas redes sociais.
E isso não é, necessariamente, um problema.
Buscar entender o que você sente é um passo importante.
Mas existe uma linha delicada entre se reconhecer e se rotular.
Nem toda ansiedade é crise.
Nem todo silêncio é rejeição.
Nem toda oscilação de humor é transtorno.
Nem toda necessidade de estar só é isolamento.
Nem toda insegurança é falta de autoestima.
Nem toda dificuldade é incapacidade.
Quando a gente transforma tudo em diagnóstico, corre o risco de simplificar demais experiências que são complexas, e, às vezes, passageiras.
Mais do que um rótulo, o que você sente precisa de escuta, contexto e cuidado.
Às vezes, é só você sendo humano, tentando entender o que sente.